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Capa do episódio do Rolê Imobiliário no Centro de Vitória

Ao fundo: Acervo histórico de Vitória, colorizada

Histórias

As histórias de Vitória, bairro a bairro.

Vitória contada antes de ser vendida.

Bairro a bairro

Como cada pedaço da cidade virou o que é.

O nosso acervo histórico, as colunas do Renato em A Gazeta e os episódios do Rolê Imobiliário, cruzados numa leitura por bairro — com as fotos de antes e de hoje lado a lado.

O Rolê, transcrito

O Renato andando por cada bairro, nas palavras dele.

A transcrição dos episódios, bairro a bairro: por onde ele passou, o que viu e o que isso diz sobre o valor de cada lugar. A leitura inteira fica na página de cada bairro.

Praia do Canto
Praia do Canto em fotografia histórica
A Praia do Canto nos anos 1960: quatro ou cinco prédios e muito terreno vazio
A Praia do Canto nos anos 1960: quatro ou cinco prédios e muito terreno vazio
Praia do Canto em fotografia histórica
Praia do Canto em fotografia histórica
Episódio · Praia do Canto

o bairro que foi desenhado antes de existir

A Praia do Canto é hoje o endereço mais desejado de Vitória, e a explicação que se ouve costuma parar em "localização". Só que localização, aqui, não é acaso: é um projeto de 1896 que a cidade levou um século para ocupar.

  1. 1896Um bairro riscado no papel antes de existir

    Vitória tinha um problema no fim do século XIX: era uma ilha apertada entre o mar e o maciço, sem para onde crescer, e com problemas sérios de saneamento. Entre 1893 e 1896, no governo de Moniz Freire, o engenheiro Saturnino de Brito desenhou a resposta — o Projecto de um Novo Arrabalde, uma expansão planejada cinco a seis vezes maior que a cidade de então.

  2. 1900–1950Quando a praia chegava até a rua

    Antes do aterro, a orla era o que o nome dizia: praia. A Praia Comprida, a de Santa Helena e a do Canto ocupavam a faixa onde hoje passam carros. A Avenida Saturnino de Brito era chão batido à beira d'água, com casas de veraneio de um lado e areia do outro.

  3. 1930–1960Endereço de veraneio

    Enquanto o Centro concentrava trabalho, repartição e comércio, este lado da ilha era para onde a cidade vinha descansar. Casarões isolados na ponta, barcos fundeados, e um silêncio que hoje custaria caro.

Na Praia do Canto, localização não é argumento de venda. É experiência cotidiana.

Renato Avelar, em coluna

Ler o episódio inteiro, transcritoO bairro hoje

Enseada do Suá · episódio de 21 min
Enseada do Suá em fotografia histórica
A Enseada e a Praia do Canto nos anos 1980, com a Terceira Ponte já de pé
A Enseada e a Praia do Canto nos anos 1980, com a Terceira Ponte já de pé
O Morro do Suá cercado de água, antes de o aterro emendá-lo na cidade
O Morro do Suá cercado de água, antes de o aterro emendá-lo na cidade
A ponte quase pronta, ligando a ilha a Vila Velha
A ponte quase pronta, ligando a ilha a Vila Velha
Episódio · Enseada do Suá

o bairro que a cidade fabricou

De todos os bairros de Vitória, a Enseada do Suá é o mais recente e o mais literal: quase todo ele está sobre terreno que não existia. Onde hoje ficam a Praça do Papa, o Cais das Artes e as torres do centro financeiro, havia água.

  1. 1920–1960Antes, era uma praia de pescadores

    A Praia do Suá era isso: uma faixa de areia ao pé do morro, com barcos encalhados, casas baixas e a vila de pescadores que deu nome ao lugar. O Morro do Suá ficava praticamente solto sobre a água, e a linha da costa passava onde hoje há avenida.

  2. 1970–1980A cidade fabrica terra

    Entre 1970 e 1980 os aterros redesenharam a baía. Sumiram as praias Comprida, Santa Helena, do Canto e do Suá; as ilhas do Boi e do Frade viraram continente. O contrato do aterro da Enseada do Suá foi assinado em 1972 e concluído em 1978.

  3. 1984–1989A ponte muda a escala

    A Terceira Ponte foi idealizada em 1973 e inaugurada em agosto de 1989. Nas fotos do aterro da Comdusa, de 1980, os pilares ainda estão saindo da água ao lado de um terreno que era pura terra batida.

Onde hoje há praça, museu e torre, havia mar. A Enseada é a prova de que uma cidade também se fabrica.

Ler o episódio inteiro, transcritoAssistirO bairro hoje

Jardim da Penha
A orla de Camburi por volta de 1950, antes de Jardim da Penha e Mata da Praia
A orla de Camburi por volta de 1950, antes de Jardim da Penha e Mata da Praia
A rotatória de Jardim da Penha, o bairro que Creso Euclides desenhou
A rotatória de Jardim da Penha, o bairro que Creso Euclides desenhou
Jardim da Penha em fotografia histórica
A praia de Camburi nos anos 1960, com os primeiros prédios de Jardim da Penha ao fundo
A praia de Camburi nos anos 1960, com os primeiros prédios de Jardim da Penha ao fundo
Episódio · Jardim da Penha

a joia do outro lado da ponte

Bastam poucos minutos para sair da Praia do Canto, atravessar a ponte Ayrton Senna e chegar a um dos bairros mais interessantes de Vitória — que, curiosamente, ainda passa despercebido por muita gente.

  1. anos 1950Um bairro desenhado para as pessoas

    Jardim da Penha nasceu de um planejamento urbano extremamente inteligente. O desenho é dos anos 1950, de Creso Euclydes, e bebeu nas ideias modernistas e positivistas que influenciaram cidades como Belo Horizonte e Paris.

  2. 1950–1960A orla antes do bairro

    Antes de haver bairro havia a praia de Camburi — uma reta de areia quase vazia, com a mata de um lado e o mar do outro. As fotos dos anos 1950 e 1960 mostram os primeiros prédios surgindo ao fundo, isolados, e a orla ainda sem avenida.

  3. vida de bairroO comércio de rua que quase ninguém tem

    Poucos bairros reúnem um comércio de rua tão forte. Basta olhar o entorno da antiga Praça do Santa Martha, que hoje muita gente chama de Praça do BH: ali estão alguns dos aluguéis comerciais mais valorizados da cidade — reflexo de um comércio vivo, diverso e permanente.

Às vezes, a próxima grande oportunidade não está do outro lado do mapa. Ela está apenas do outro lado da ponte.

Renato Avelar, em coluna

Ler o episódio inteiro, transcritoO bairro hoje

Bento Ferreira
A Avenida Beira-Mar sobre o aterro, ao fim da tarde
A Avenida Beira-Mar sobre o aterro, ao fim da tarde
A Avenida Leitão da Silva nos anos 1970, cortando o que ainda era pedreira e campo
A Avenida Leitão da Silva nos anos 1970, cortando o que ainda era pedreira e campo
Mangue, água e o primeiro traço de estrada onde hoje corre a Beira-Mar
Mangue, água e o primeiro traço de estrada onde hoje corre a Beira-Mar
Panorâmica de Bento Ferreira nos anos 1960, com a cidade avançando para o norte
Panorâmica de Bento Ferreira nos anos 1960, com a cidade avançando para o norte
Episódio · Bento Ferreira

o bairro que nasceu de um mangue aterrado

Poucos bairros de Vitória mostram tão bem o que a cidade fez consigo mesma. Bento Ferreira é chão fabricado: onde hoje passa a Avenida Beira-Mar havia água, e onde há quadra havia mangue.

  1. antesPrimeiro, era água

    A orla sul da ilha era recorte de mangue e enseada. A ligação existia como uma faixa estreita de pedra atravessando a água — estrada de aterro antes de haver bairro, feita para passar, não para morar.

  2. 1896O traçado veio antes do chão

    O plano de Saturnino de Brito, de 1896, não desenhou só o Novo Arrabalde ao norte. As pranchas da Comissão de Melhoramentos da Capital já mostram a malha regular avançando sobre a área alagada ao sul, entre a Praia Comprida e Santa Lúcia.

  3. anos 1950O aterro, e as ruas marcadas no chão

    O loteamento saiu nos anos 1950 e é dele que vem o desenho atual. Numa das fotografias mais eloquentes do acervo, o aterro já está pronto e as quadras estão riscadas no chão — ruas inteiras traçadas em terreno vazio, sem uma única casa construída.

Primeiro o traçado, depois o chão, e só então o endereço.

Ler o episódio inteiro, transcritoO bairro hoje

Centro · episódio de 29 min
Centro em fotografia histórica
Centro em fotografia histórica
A Catedral sobre os telhados do Centro
A Catedral sobre os telhados do Centro
Centro em fotografia histórica
Episódio · Centro

onde tudo começou, e para onde a cidade está voltando

Hoje se discute preço, metragem e localização. Antes de tudo isso existe uma pergunta mais importante: por que uma cidade vale o que vale?

  1. 1535–1551Toda cidade tem um começo

    Toda cidade tem um começo, e o de Vitória pode-se dizer que foi aqui. Imagine um lugar que cresceu fortificado, isolado, seguro lá em cima — e que depois não teve mais para onde crescer.

  2. o mapaA ilha inteira, num desenho de 1896

    O Esboço da Planta da Ilha de Victoria, de 1896, é o retrato do problema que a cidade tinha. A mancha ocupada aparece num canto — o Centro, apertado entre o morro e a água —, e todo o resto da ilha está verde: mangue, alagado, morro.

  3. 1537–1759A pedra fundamental é uma escola

    A gente passa na frente e às vezes nem se dá conta. O Palácio Anchieta, hoje sede do governo do Estado, começou em 1551 como igreja e colégio da Companhia de Jesus — o Colégio de São Tiago, cuja construção primitiva foi inaugurada pelo padre Afonso Brás em 25 de julho daquele ano. Foi escola de leitura, escrita, filosofia e teologia por dois séculos, até os jesuítas serem expulsos das colônias portuguesas em 1759. Aí o colégio virou repartição: a sede da capitania.

Onde o mar encontra a montanha, onde a história encontra o povo e onde a cidade encontra a vida.

Renato Avelar, no Rolê Imobiliário

Ler o episódio inteiro, transcritoAssistirO bairro hoje

Mata da Praia
Episódio · Mata da Praia

a mesma fazenda, loteada com outro desenho

Jardim da Penha e Mata da Praia saíram do mesmo chão: a Fazenda Mata da Praia, de Justiniano Azambuja, com escritura de 1891, cujas terras iam até a praia de Camburi. Um lado virou o bairro de cerca de 1.400 lotes que se vive a pé; o outro virou treze quadras de lotes grandes, com dois parques.

  1. 1891Uma fazenda até a praia

    A Fazenda Mata da Praia pertencia a Justiniano Azambuja, com escritura datada de 1891. As terras iam até a praia de Camburi — o mesmo chão que, décadas depois, seria loteado duas vezes, com dois desenhos diferentes.

  2. 1928A tentativa que não vingou

    Em 1928, Pedro Ximenes tenta lotear a área para casas de veraneio. Não vinga. Vitória ainda cabia na ilha velha e no Novo Arrabalde; Camburi era longe, e a cidade não tinha chegado lá.

  3. 1952O Loteamento Cambury

    Em 1952 a prefeitura aprova o projeto da Empresa Capixaba de Engenharia Civil, e a urbanização começa. O modelo é o Cidade Jardim de Belo Horizonte: avenidas diagonais largas, treze quadras e lotes de aproximadamente 400 metros quadrados ou mais.

A mesma fazenda, outro desenho — e as árvores de pé.

Ler o episódio inteiro, transcritoO bairro hoje

Vitória em sete marcos

A cidade que cresceu sobre decisões.

Fotografia histórica de VitóriaFotografia histórica de Vitória
  1. 1535
    A capitania chega ao pé da Penha

    Vasco Fernandes Coutinho toma posse da capitania em 23 de maio de 1535 e se instala ao pé do morro da Penha — a Vila do Espírito Santo, que o tempo chamaria de Vila Velha.

  2. 1551
    A vila muda para a ilha e ganha o nome

    Sob ataques constantes, a sede atravessa a baía. Em 8 de setembro de 1551 a vitória sobre os povos indígenas batiza a Vila da Vitória — a terceira capital mais antiga do país.

  3. 1896
    O Novo Arrabalde

    Encomendado por Moniz Freire a Saturnino de Brito (1893–96), o "Projecto de um Novo Arrabalde" desenha uma expansão cinco a seis vezes maior que a cidade de então, com três avenidas em triângulo. É a planta da Praia do Canto.

  4. 1904
    A ferrovia e o porto

    Em 13 de maio de 1904 abre o primeiro trecho da Estrada de Ferro Vitória a Minas, Vitória–Natividade, 30 km. O café do interior passa a sair pelo Porto de Vitória.

  5. 1950–70
    A cidade cresce para o norte

    Nos anos 1950 a Prefeitura aprova o loteamento de Jardim da Penha (Creso Euclydes, cerca de 1.400 lotes). O campus da UFES em Goiabeiras, erguido dos anos 1960 aos 1970, puxa a ocupação de Jardim da Penha, Mata da Praia e, depois, Jardim Camburi.

  6. 1970–78
    Os aterros

    Entre 1970 e 1980 somem as praias Comprida, Santa Helena, do Canto e do Suá; as ilhas do Boi e do Frade viram continente. O contrato do aterro da Enseada do Suá é assinado em 1972 e concluído em 1978.

  7. 1989
    A Terceira Ponte

    Idealizada em 1973, prometida para 1980, a ponte Deputado Darcy Castello de Mendonça é inaugurada em agosto de 1989 — quando a Enseada do Suá ainda era pouco ocupada.

Ler a história completa: a cidade que cresceu sobre as águas →
Na imprensa

O que o Renato escreve em A Gazeta.

O Centro de Vitória deixou de ser poesiaReAC transforma décadas de discursos em instrumentos concretos para preservar o patrimônio, recuperar imóveis, produzir moradia e atrair investimentosNo lugar do templo, foi construída uma catedralCrescer é inevitável, mas é preciso planejamento para preservar a cidadeO que o Caneco 70 tem a ver com Adam Smith?O mercado imobiliário de Vitória é valorizado pela pouca oferta de terrenos, restrições urbanísticas e forte demanda, seguindo a lógica de oferta e procura de Adam SmithCentro de Vitória, agora vai?Vitória talvez seja uma das poucas cidades do Brasil que nasceram de forma equivocada e deram certo justamente porque alguém teve coragem de admitir o erroJardim da Penha: a próxima grande virada de VitóriaBairro nasceu de um planejamento urbano inteligente, com um desenho que bebeu na fonte das ideias modernistas e positivistas que influenciaram cidades como Belo Horizonte e ParisPreço de imóvel: quanto vale a vida que você quer viver?Depois de quase quatro décadas no mercado imobiliário, cheguei a uma conclusão que costuma contrariar a lógica de muita gente: preço é um número. Valor é uma percepção.O que Vitória e Amsterdam têm em comum?Na Holanda, 84% da população usa bicicleta todo dia. São 23 milhões de bikes para 18 milhões de habitantesVitória acelera, mas acelera malPrecisamos discutir limites de velocidade, fiscalização, sinalização, educação urbana e responsabilidadeVitória tem CerdàDe Barcelona a Vitória, passando pela Barra da Tijuca: o urbanismo que salva e o que condenaA esquina que mudou tudo e o que ela nos ensina sobre cidades vivasA Praia do Canto é, talvez, o laboratório mais rico de acupuntura urbana de Vitória. Agora, o bairro está de olho em mais uma transformação: o Canal de CamburiEntre anúncios e ilusões: o labirinto de quem compra ou vende um imóvelInformações distorcidas, anúncios enganosos e preços irreais transformam a jornada no mercado imobiliário em um caminho confuso, no qual orientação profissional faz toda a diferença.A psicologia de vendas de imóveis: o óbvio que ninguém percebeSaber o que comprar não é seguir a maioria, mas entender como tudo funciona de verdade
Todas as 28 colunas →
Rolê Imobiliário

A cidade em vídeo, com o Renato.

Rolê Imobiliário · as duas temporadas58

Os 3 episódios novos e, logo atrás da lombada, a primeira temporada — 55 programas na ITV entre 2014–2016, de uma cidade que já não existe mais.

Episódio 3 8:33Vila Velha: a história do Espírito Santo, quando e como tudo começou
Episódio 2 29:31Centro de Vitória: a história de onde tudo começou
Episódio 1 21:15A volta do Rolê Imobiliário
ITV · 2015 26:15Rolê Imobiliário 47 - Imóveis de alto padrão Part.1
ITV · 2014 12:47Rolê Imobiliário 6
ITV · 2014 10:46Rolê Imobiliário 3
ITV · 2014 6:23Rolê Imobiliário bl 1
ITV · 2014 11:01Rolê Imobiliário 2
ITV · 2014 21:23Rolê Imobiliário 20
ITV · 2016 25:12Rolê Imobiliário — Mares e Crupe, parte 2
ITV · 2014 20:18Rolê Imobiliário 8
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