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Centro de Vitória: a história de onde tudo começou

A História de Vitória, pela ótica do mercado imobiliário. Hoje discutimos preço, metragem e localização.

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O que está para alugar no Jardim da Penha

Há imóveis para alugar da Häuser no Jardim da Penha. Três deles:

O que este episódio estabelece

As ideias, na ordem em que aparecem.

  1. Por que uma cidade vale o que vale: nenhum bairro surge por acaso; cada região carrega decisões urbanísticas e ciclos econômicos que ainda pesam no preço.
  2. Vitória cresceu fortificada no morro, expandiu para o norte (Novo Arrabalde, 1896) e agora o caminho inverte: lá não há espaço, o Centro tem espaço excedente.
  3. Toda a Vitória fora do Centro é planejada (Saturnino 1896, Bento Ferreira anos 50, Enseada anos 70); só o Centro cresceu medieval, em becos e ladeiras.
  4. O Centro esvaziou pela saída das repartições para a Enseada, pelo Shopping Vitória (1995) e pelo trânsito sem plano diretor; não morreu: da Costa Pereira para a Cidade Alta há vida, cultura e comunidade.
  5. O que trava o Centro é PDU, não IPTU: verticalizar quadras degradadas com afastamento, praça, loja no térreo e estacionamento no subsolo, preservando o que é histórico de verdade.
  6. Centro foi o bairro que mais valorizou (23%) e ainda é o mais barato: R$ 2.500 a 4.000/m² compra espaço que Jardim da Penha não oferece mais.
  7. Retrofit é o futuro do imobiliário; o IAPI virando moradia social e o antigo DEE virando kitnets ocupadas provam que é só trazer que o povo vem.
  8. Perfil de quem compra no Centro: quer espaço, home office, família com criança, vida cultural, e faz a conta contra Jardim da Penha e Jardim Camburi.
Nas palavras dele

Frases do episódio.

Toda cidade tem um começo, e o começo de Vitória pode-se dizer que foi aqui.
Antigamente falava: você mora onde? Eu moro na cidade.
Não é isenção de IPTU que vai resolver. É PDU.
Só depende de uma canetada. Sem poesia: não adianta só fachada, tem que ter conteúdo.
É só trazer que o povo vem.
Onde o mar encontra a montanha, onde a história encontra o povo e onde a cidade encontra a vida.
Os números

O que foi apresentado, com a fonte dentro do episódio.

  • Pedra fundamental do Colégio Santiago (hoje Palácio Anchieta): 1551; Capela de Santa Luzia: 1537, edificação mais antiga da ilha
  • Transferência da capital de Vila Velha para Vitória após batalha em 8 de setembro
  • Invasões: ingleses de Thomas Cavendish (1591) e holandeses de Piet Heyn (1625), repelidos; Maria Ortiz
  • Centro: m² de R$ 500-2.000 anos atrás, hoje R$ 2.500-4.000; apartamento de 400 m² a ~R$ 4.000/m²
  • Centro foi o bairro que mais valorizou no ano anterior: +23% (Resos)
  • Edifício Açores: vendido a R$ 160 mil, revendido 2 anos depois a R$ 320 mil
  • Ciclo imobiliário forte do Centro: fim dos anos 60 até início dos 80, menos de 20 anos
  • Praia do Canto em 1970 tinha só Santa Luzia (1967), Portinari (1969), Comodoro (1974)
  • Edifício Antenor Guimarães (1937): primeiro residencial e primeiro arranha-céu, 7 andares
  • Teatro Carlos Gomes (1926, André Carloni, inspirado no Scala); Theatro Melpômene de madeira, 1.500 lugares; Teatro Glória (1926), primeiro prédio de 5 andares
  • Catedral levou 50 anos: anos 20 aos 70
  • Shopping Vitória inaugurado em 1995
  • Apartamento visitado: 3 quartos, suíte, closet, vaga, prédio de 1973 'mais elegante de Vitória', abaixo de R$ 600 mil, ~R$ 4.000/m²

Números ditos no episódio, na data da gravação. Para número de hoje, fale com um corretor.

Bairros do episódio

Onde isso acontece.

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O resto da série.

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